Especiais 2017 – Os piores filmes de 2017

No seguimento das análises ao ano do 2017, analiso agora aqueles que foram os piores filmes do ano. A maioria deles merece ser esquecido o u então relembrados pelo simples efeito de não se repetirem os mesmos erros. Pois bem, aqui fica a listam ordenada apenas por ordem alfabética:

A Múmia

A Múmia já parecia uma má ideia no papel, e nada no seu desenvolvimento apontou para um resultado que não fosse um verdadeiro desastre. No entanto, nada apontava para que fosse possível algo tão medonho. O filme de Alex Kurtzman é tão mau que no final não sentimos apenas que perdemos apenas duas horas da nossa vida: sentimos que estas nos foram roubadas. O filme não funciona em nenhum plano, sendo péssimo como filme de terror e pior ainda como filme de ação. Para além disso, o terceiro ato é dos piores que já se viu num Blockbuster moderno, com um final tão ridículo  que apenas faz com que o embate deste desastre seja ainda pior. A saga liderada por Brendan Fraser tornou-se numa obra-prima depois disto.

Baywatch

Enquanto via Baywatch, ocorria-me várias vezes uma questão: que género de filme é que estava a ver. Uma comédia? Não pode ser, não tem nenhuma piada. Um filme de ação? A ação é tão fraca que não merece qualificar o filme. Uma sátira ao seu material-base? Também não pode ser, uma vez que o filme, para além de não ter piada, leva demasiado a sério as suas origens. Para além disso, é um espetáculo de demonstração de estupidez ao longo de toda a sua duração, sem ter qualquer inteligência ou perspicácia, recorrendo apenas aos caminhos mais fáceis. Toda esta salganhada parece ter sido escrita por um miúdo de 14 anos com as hormonas aos saltos. Quanto à questão inicial: acabei por chegar a uma conclusão: na verdade, Baywatch é uma experiência em masoquismo para quem aguenta até aos créditos.

Transformers: o Último Cavaleiro

Nunca esperei que o quinto (?!) episódio de Transformers fosse uma obra prima. No entanto, também nunca esperei que descesse tão baixo. O novo filme de Michael Bay tentou dar um passo em frente, mas com isso deu 5 para trás. É óbvio que o realizador tenta reagir a algumas das críticas que lhe são feitas, mas a verdade é que não consegue e ainda piora nalguns aspetos. Para além disso, o realizador consegue a proeza de piorar alguns dos aspetos mais criticados da saga, o seximo, sendo que desta vez até parece expor de forma estranha uma criança. Para além disso, a estupidez do costume está de volta, e desta vez ainda se torna mais aparente que Bay não tem qualquer noção geográfica na rodagem de um filme. O pior de tudo: até a ação é fraca, numa saga em que o único motivo que ainda convencia a ir ao cinema era o espetáculo visual. Sem isso, é simplesmente game over.

Vida Inteligente

O pior problema de Vida Inteligente provavelmente foi o seu sentido de timing. Estreado pouco antes de Alien: Covenant, Vida Inteligente pareceu ainda mais uma cópia barata do clássico de terror de Ridley Scott. Toda a fórmula apresentada está completamente gasta e o filme não apresenta nada de novo, seguindo de forma aborrecida até ao desfecho esperado. Para além disso, todas as personagens são tão estúpidas e contem ações tão disparatadas que não conseguimos sentir pena delas quando sofrem mortes violentas (tudo bem, algumas delas são originais, mas isso não salva o filme). É um dos piores rip-offs de que há memória, e acho que de certo modo só contribuir para que Alien: Covenant parecesse melhor face a este seu imitador barato.

War Machine

War Machine foi uma das primeiras grandes apostas da Netflix na produção de filmes próprios. Parecia também ser aquilo porque a Netflix ia pautar o seu futuro: o género de filmes que já ninguém produz em Hollywood, como dramas com orçamentos relativamente elevados e cujo grande ponto de venda são as suas estrelas. A avaliar por este War Machine, o futuro não é promissor. Em primeiro lugar, isto nem parece um filme. Parece mais um conjunto de momentos colados para parecerem ter alguma coerência, numa mistura que parece sempre aberrante. Depois, o filme nunca parece ter nada para dizer, sendo que os poucos momentos em que se torna inteligente são seguidos por um argumento que nunca sabe o que é. Até Brad Pitt parece perdido nesta confusão toda. Ainda não vi Bright, também da Netflix, mas se aquilo que a imprensa especializada tem dito for mesmo verdade e for realmente pior do que War Machine, então provavelmente concorreria para ser o pior filme do ano

 

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