R Rating, 163 minutos e 200 milhões de orçamento: pode Blade Runner 2049 ser um sucesso?

Dentro do mundo dos cinéfilos e bloggers de cinema há uma grande probabilidade de “Blade Runner 2049” ser a sequela mais antecipada do ano. Afinal, é a sequela ao filme de culto de Ridley Scott de 1982, que conseguiu um lugar na história como um dos melhores do seu género. Para além disso tem um elenco de luxo, com Ryan Gosling a fazer companhia ao regresso de Harrison Ford, e um dos realizadores mais prestigiados da atualidade em Denis Villeneuve, que no ano passado esteve por trás do magnífico “O Primeiro Encontro”, nomeado ao Oscar de melhor filme.

No entanto, recentemente começaram a surgir boatos/ confirmações sobre o filme que levantam cada vez mais dúvidas sobre a sua viabilidade comercial. A primeira informação confirmada é que o filme recebeu uma classificação etária “R” nos EUA, o que significa que menores de 17 anos vão precisar de companhia de adultos para poderem assistir ao filme. Não me parece que este seja o maior dos problemas, e até acho bom sinal, visto que o original é um filme violento e o público alvo aqui volta a ser o adulto.

De seguida surge um sinal mais alarmante: supostamente o filme tem uma duração de 163 minutos. Exato, 2 horas e 43 minutos! A verificar-se, será um dos maiores blockbusters dos últimos anos e poderá constituir um entrave aos espetadores mais impacientes. Para além disso, uma duração destas significa menos sessões por dia, o que pode igualar uma queda no potencial de receitas.

Finalmente, e este é o dado mais preocupante: sabe-se que este é um dos filmes R-Rated mais caros de sempre, e rumores apontam que o filme custou 200 milhões de dólares para ser produzido. Ora, esse é um valor astronómico, que pode requerer cerca de 500 milhões a nível mundial para que o filme comece a dar lucro (geralmente o break-even point é quando o filme atinge 2.5x o seu orçamento, devido a todos os custos de marketing, distribuição, etc.). Tudo isto se agrava quando se considera que o original não é assim tão conhecido (nem apreciado) fora do círculo de cinéfilos, pelo que esta sequela pode não ter o impacto cultural que vimos com o regresso de “Star Wars” ou “Jurassic Park”.

Obviamente que estes também são bons sinais. O R-Rating revela que realmente há uma vontade de honrar o espírito do original sem compromissos com classificações etárias; a duração elevada mostra que provavelmente o filme é aquele que o realizador quis fazer, com o tempo necessário para contar a sua história; já o orçamento demonstra que provavelmente estamos perante um “mimo” visual que consegue competir com os blockbusters atuais.

Acima de tudo, o que importa perceber agora é que vários fatores estão a complicar um possível sucesso de “Blade Runner 2049”. Eu quero ver o filme ser um hit como qualquer outra pessoa, mas já tive mais confiança nisso do que tenho agora. Saberemos mais a partir do dia 5 de outubro.

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