O Rotten Tomatoes não é suficiente para tornar um filme num sucesso (ou num desastre)

Este verão Hollywood tem debatido constantemente a influência do site Rotten Tomatoes (que mostra a percentagem de críticos que deu positiva a um filme, assim como a média das críticas) tem na bilheteira de um filme.

Isto surge após uma série de notórias desilusões na bilheteira (principalmente americana) de filmes que têm más médias no filme. Por exemplo, filmes como “Baywatch” (19% de positivas, 4.0 de média), “The house” (20% de positivas, 3.7 de média), “A Múmia” (15%, 4.2), “Transformers: O Último Cavaleiro” (15%, 3.2) dececionaram em relação a expetativas ou fracassaram totalmente, alguns apenas nos EUA, outros também a nível mundial.

É o resultado de um mundo em que as audiências quando procuram o nome de um filme na Google são imeditamente bombardeados com estes valores, que cada vez mais determinam as suas escolhas do que ver. Isto pode ser negativo ou positivo, dependendo do ponto de vista, mas que existe um impacto é claro. Mas será esta uma correlação infalível?

É verdade que até certo ponto parecia que as boas médias também estavam a empurarr os bons filmes para valores acima das expetativas no box office, como ocorreu com “Mulher Maravilha” (92%, 7.5), “The Big Sick” (97%, 8.4), “Baby Driver” (95%, 8.1) e “Spider-Man: Regresso a Casa (92%, 7.6) . Todos estes filmes conseguiram estreias dentro ou acima das previsões, e alguns deles aguentaram-se de forma excecional (“Mulher Maravilha” tornou-se no filme de super-heróis com mais “staying power” no box office americano desde o primeiro “Homem-Aranha”).

Mas esta fórmula não é perfeita, e dois exemplos ilustram bem isso, um deles deste último fim-de-semana. “Guerra pelo Planeta dos Macacos”, com uns impressionantes 95% de positivas e 8.2 de média, estreou dentro das expetativas, mas bastante abaixo do seu antecessor nos EUA, e ao nível do primeiro filme da trilogia. Foi a demonstração de que provavelmente o marketing, que prometia um filme violento e negro, afastou alguma audiência que procurava entretenimento mais ligeiro durante o verão, e que não decidiu ir ver o filme pela sua pontuação no Rotten Tomatoes (apesar de este ainda poder vir a ser um grande sucesso de bilheteira).

Por outro lado, “Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias”, com 29% de positivas e 4.7 de média, acabou algo atrás dos anteriores, tanto nos EUA como a nível mundial, mas mesmo assim conseguiu um resultado poderoso e que provou que quando as pessoas estão interessadas num filme vão vê-lo, independentemente do que os críticos dizem.

Assim, é um facto que o Rotten Tomatoes influencia as decisões dos espetadores. No entanto, não vai sera sua pontuação a convencer as pessoas a ver um filme que não queriam ver, ou a deixar de ver um que tinham vontade de ver. O “efeito Rotten Tomatoes (vou passar a chamar-lhe assim) vai ter outra prova este fim-de-semana: vamos ver se “Dunkirk”, que neste momento ostenta 97% de positivas e 9.0 de médias (e 97% no Metacritic), se torna num dos maiores filmes do verão!

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