Guardiões da Galáxia 2 e a importância da primeira impressão

Esta semana chega às salas de cinema portugueses “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, a sequela do mega-sucesso surpresa de 2013. Se há pouco mais de 3 anos o primeiro filme parecia uma aposta arriscadíssima, neste ponto o novo volume da saga parece ser um sucesso garantido, com as previsões a apontarem para uma estreia acima dos 150 milhões nos EUA – um valor bastante superior aos 94 milhões com que o primeiro abriu. No entanto, estes números apenas são possíveis precisamente por causa da receção do primeiro.

Quando o primeiro filme estreou em agosto de 2013, entrei na sala com expetativas moderadas e saí totalmente fascinado. O filme de James Gunn era um épico anárquico, apresentando personagens tão únicas e uma componente humorística que o tornavam numa peça de entretenimento de valor bastante elevado. Ainda hoje acho que é, de longe, o melhor filme de Marvel.

E a generalidade das pessoas concordou. Após aquela estreia avassaladora de 94 milhões nos EUA o filme continuou sempre em frente, conseguindo fazer mais de três vezes esse valor no total nos EUA, e arrecadando uns gigantes 773 milhões a nível mundial. Este sucesso deveu-se apenas a uma coisa: o facto de o filme ser excelente e de as pessoas o terem adorado. Foi essa adoração que o tornou num sucesso estrondoso, além de qualquer expetativa.

E mais: a maior parte das pessoas não viu o filme por ser da Marvel. O fator mais atrativo era a sua singularidade, uma identidade única e diferente daquilo que costumamos ver neste panorama de Blockbusters. Para a maior parte dos espetadores, o que importou foi a vybe do filme, com o seu humor e constantes call-backs aos anos 80, através das escolhas musicais e de várias escolhas de design. Para a maior parte dos espetadores, não importava que estivesse ligado aos “Vingadores”. Era até mais parecido com “Star Wars” do que com um filme de super-heróis típico.

E assim chegamos a 2017. “Guardiões da Galáxia Vol. 2” volta a ser vendido através das suas personagens e do facto do seu antecedente ter sido tão adorado, e assim aponta para a vitória. O marketing salientou essa mesma dimensão, através de trailers e posters carregados de estilo e vendendo estas personagens como antigos favoritos do público. Por isso é que aqueles 150 milhões previstos não devem surpreender.

“Guardiões da Galáxia Vol. 2” provou que as primeiras impressões importam. O sucesso do primeiro filme faz com que este segundo filme chegue às salas como um evento cinematográfico para a generalidade dos espetadores. Num tempo em que quase todas as sequelas caem na bilheteria, esta saga pode provar que, se calhar, o problema pode ser a qualidade do primeiro filme.

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