Crítica: Elementos Secretos (Hidden Figures) – 2016

É estranho e assustador que em 2017, filmes como “Elementos Secretos” ainda sejam algo raro na produção cinematográfica. Talvez seja isso que explique o seu sucesso enorme nas bilheteiras (principalmente americanas). Este é um filme que retrata, e principalmente homenageia, personagens reais, que foram fulcrais para um período central da história americana, e que no entanto foram esquecidas por essa mesma história.

“Elementos Secretos” é a história de Katherine (Taraji P. Henson), Dorothy (Octavia Spencer) e Mary (Janelle Monáe), três mulheres afro-americanas, que trabalharam na NASA durante a década de 60 e desempenharam uma importância central na corrida espacial, permitindo a liderança do Estados Unidas. Estas três mulheres conseguiram ultrapassar as barreiras sexuais e raciais num dos períodos mais complicados da história para conseguirem vencer em grande.

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Por isso, “Elementos Secretos” é, em primeiro lugar, uma homenagem a figuras históricas que são desconhecidas de grande parte das pessoas. É um retrato de um período extremamente complicado em termos de divisões sociais, e sobre como a força de vontade consegue ultrapassar quaisquer barreiras.

É claro que o filme está carregado de crítica social, alguma da qual até admitido que não seja intencional, mas que nos tempos que correm é bastante pertinente e importante. Existem importantes mensagens a ser retiradas desta história, que nunca é contada de forma provocatória nem de ataque, mas sim de forma a tentar fazer compreender o que muita gente passou por ter nascido de uma cor ou de um sexo diferente.

Também as interpretações são excelentes. As três protagonistas conseguem ser fascinantes, com destaque para Spencer, que num papel secundário consegue dar sempre vida ao ecrã com a sua presença. Também Kevin Costner tem aqui um dos seus melhores papéis em muito tempo, como o líder da unidade para que Katherine é destacada.

E “Elementos Secretos” ainda tem outra vantagem que o beneficia bastante: é um verdadeiro “crowd-pleaser”. Poucos filmes no ano passados me conseguiram entreter tanto como “Elementos Secretos”, e isso é mérito do realizador, Theodore Melfi, e do argumento do filme, que conseguem dar tons de comédia genuínos ao filme, que balançados com os tons mais sérios dão um produto final maravilhoso, numa espécie de filme “feel-good” que é sempre agradável, e como é totalmente inofensivo, até os mais novos podem gostar dele.

Assim, “Elementos Secretos” é um  crowd-pleaser poderoso em homenagem a pessoas fundamentais para a história que nunca viram a sua importância ser reconhecida. E é aí que reside a sua grande beleza.

Nota final: 8,5/10

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