Especial: os piores filmes de 2016

Ao longo das próximas semanas, vou publicar uma série de especiais de retrospeção do ano cinematográfico de 2016. Ao longo dos vários artigos, tenciono analisar o que de melhor e de pior se fez na sétima arte ao longo do ano que está a terminar. Assim sendo, vou começar por analisar aqueles que foram, para mim, os piores filmes do ano, ou seja, aqueles que são absolutamente evitáveis e que representam o pior que tive de experienciar ao longo do último ano. Todos eles se destacaram pela negativa, embora por razões diferentes. Uma nota ainda para referir que não vi todos os potenciais maus filmes do ano, sendo que evitei muitos deles.

Assim, e sem qualquer ordem específica, estes são, para mim, os piores filmes de 2016:

Deuses do Egipto

“Deuses do Egipto” é um péssimo filme. Os trailers já apontavam para isso. No entanto, quando entrei na sala de cinema, confesso que ainda entrei com a esperança de ser relativamente surpreendido, ou pelo menos de assistir a um daqueles filmes que de “tão maus são bons”, ou seja, um daqueles “guilty pleasures” que de vez em quando até temos vergonha de admitir de que gostámos. No entanto, “Deuses do Egipto” não foi nada disso. Foi apenas um filme terrível. Uma obra sem qualquer originalidade, que para além de ter um argumento desinspirado, ainda apresenta alguns efeitos visuais que estão bastante a baixo da média. O elenco (que foi alvo de controvérsias de white-washing) não ajuda à festa, sendo que até Gerard Butler parece estar aborrecido com o material que lhe é dado. Nesse aspeto, partilhei o sentimento de Butler: o único efeito que o filme provocou em mim foi sono.

X-Men Apocalypse

Após os soberbos “X-Men: O Início” e “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, que tinha tornado a saga dos mutantes numa das mais interessantes do seu género, Bryan Singer parecia ter tudo para acabar a trilogia com chave de ouro. No entanto, este conseguiu estragar de tudo de uma forma estrondosa, quase impressionante. Para além de o filme passar quase toda a sua duração a juntar, sem qualquer interesse, os “Cavaleiros do Apocalypse” do vilão do título, quando finalmente chega ao grande confronto final, este é tão desinteressante que até mete dó. Para além disso, Singer consegue ter nofilme um dos vilões favoritos dos fãs, e mesmo assim transorma o terceiro em ato em mais uma história sobre como Magneto está zangado com a humanidades e com este a levantar alguma coisa pesada.  Sr. Reynolds, será que pode ajudar a salvar esta saga?

Irmão e espiões

Não me interpretem mal. Gostei de alguns filmes anteriores de Sacha Baron Cohen (“Borat” é das melhores comédias de sempres e “O Ditador” é bem melhor do que a sua reputação), e não tenho qualquer problema com comédias deste género. No entanto, o grande problema de “Irmão e espiões” é que não tem qualquer piada. Não há nenhuma cena que consiga arrancar para além de um sorriso amarelo aos espetador (isto é, a não ser que gostem de ver personagens encharcadas em fluidos corporais e elefantes a ter relações sexuais: nesse caso, este filme é para vocês), e o filme parece nunca ter a certeza do seu propósito. Para além disso, Mark Strong parece estar num sofrimento agudo ao longo do filmes, partilhando da minha sensação. De todos os filmes que vi este ano, “Irmãos e espiões” é aquele que não recomendava nem ao meu pior inimigo. Apenas um masoquista poderá gostar disto.

Um avô muito à frente

Tal como “Irmãos e espiões”, o grande problema de “Um avô muito à frente é que não tem qualquer piada. De facto, é um tortura ter de lhe assistir. Robert DeNiro interpreta um avô extremamente politicamente incorreto, num filme de “road trip” que nunca consegue ser minimamente engraçado. De facto, foi provavelmente o filme mais deprimente que vi este ano. Não imaginam a tristeza que é ver DeNiro descer a um nível destes. O resto do elenco até se esforça, mas com um filme tão, tão mau como este, isso não serve de nada. Todos eles merecem melhor. NÓS merecemos melhor.

Inferno

Nenhum outro filme deste ano conseguiu descrever tão bem a experiência da sua visualização no seu título. “Inferno” é a terceira história cinematográfica da saga de Robert Langdon, adaptada da obra de Dan Brown, e apresenta-nos mais uma volta ao longo do globo, parecendo mais um guia turístico do que um filme de ação. Apesar de conseguir criar alguma ação, e de ter boas interpretações de Tom Hanks, Felicity Jones e de Irrfan Kahn, o filme consegue destruir-se com um final que anula tudo aquilo que conseguira até aí. Não é o pior desta lista, mas não deixa de ser um filme que deix bastante a desejar.

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