Crítica: Doutor Estranho (Doctor Strange) – 2016

“Doutor Estranho” chega aos cinemas como o 14º filme do universo cinematográfico da Marvel, e como o segundo da chamada “Fase 3”, a seguir ao excelente “Capitão América: Guerra Civil”.

Confesso que estava com algum receio em relação ao resultado final deste “Doutor Estranho”. Os trailers faziam-no parecer apenas mais um filme a seguir a fórmula da Marvel (que por vezes começa a estar gasta), e não tinha a certeza de como é que a Marvel ia conseguir apresentar uma personagem como esta, que é radicalmente diferente das outras que constituem o universo dos Vingadores. Por outro lado, a última apresentação de um super-herói pela Marvel (“Ant-man”), foi um dos filmes mais fracos que a companhia produziu. No entanto, “Doutor Estranho” conseguiu derrotar as minhas dúvidas, e é, de facto, um filme extremamente competente do género.

A história anda à volta do doutor Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), que após sofrer um acidente de viação que lhe destrói completamente as mãos, decide procurar o templo de Kamar-Taj, onde aprende sobre uma dimensão espiritual que vai mudar para sempre a sua vida.

A história pode ser algo formular, aproximando-se bastante das origin stories a que estamos habituados no género. No entanto, é contada de uma forma que é sempre cativante, possuindo um charme irresistível que por vezes falta noutros filmes da Marvel. Por outro lado, este é um dos filmes mais cómicos da companhia, sendo que o humor resulta realmente, arrancando aos espetadores algumas gargalhadas genuínas.

Outro grande destaque do filme é o seu elenco de luxo, que conta com nomes como Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton, Rachel McAdams e Mads Mikkelsen. Todos parecem estar a divertir-se genuinamente, e o filme brilha com isso. Mas quem merece a atenção no filme é Benedict Cumberbatch. Cumberbatch é, sem dúvida, um dos nomes mais reconhecidos do cinema atual, e tem aqui uma interpretação estrondosa como Doutor Estranho. De facto, assenta perfeitamente na personagem, deixando a vontade de o voltar a ver a usar a capa.

Mas a grande atração deste espetáculo são os seus efeitos visuais. Sem qualquer exagero, posso dizer que “Doutor Estranho” apresenta os melhores efeitos visuais de qualquer filme da Marvel. Parece um filme totalmente único, e os efeitos são uma lufada de ar fresco no género. O realizador Scott Derrickson parece tirar uma página dos apontamentos de “A Origem” de Nolan, e cria algumas cenas que são impressionantes de completar. Basta ver as primeiras cenas, que são das melhores que o género alguma vez ofereceu.

É claro que nem tudo é positivo, sendo que o vilão é bastante fraco, e por vezes o argumento sofre demasiado por ser demasiado semelhante a outras origins stories. No entanto, os pontos positivos ultrapassam bastante estes problemas.

Assim, “Doutor Estranho” é um filme bastante interessante do género de super-heróis, com uma componente visual fortíssima e interpretações excelentes. Recomenda-se!

Nota final: 8/10

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