Crítica: Os Sete Magníficos (The Magnificent Seven) – 2016

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De: Antoine Fuqua                                                                                                                                             Com: Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke                                                                           Duração: 133 minutos                                                                                                                                       Data de estreia em Portugal: 22 de setembro de 2016

É bem sabido que Hollywood adora fazer remakes. Numa altura em que parece ser cada vez mais difícil os estúdios encontrarem novas ideias, estes viram-se para os clássicos e dão-lhes uma nova imagem, rezando pelos melhores efeitos comerciais e, muitas das vezes, sem grandes preocupações com a qualidade do projeto. Foi algo que se viu recentemente com a adaptação para as audiências modernas de “Ben Hur”, que no entanto fracassou nas bilheteiras, mostrando que as audiências afinal são mais seletivas quanto aos remakes do que se poderia pensar.

É neste contexto que surge “Os Sete Magníficos”, remake do filme homónimo de 1960, que por sua vez era já um remake de “Os sete samurais”, de 1954 (Hollywood não mudou assim tanto quanto se pensa). Mas se muitos filmes que se baseiam em obras antigas parecem apenas querer capitalizar com o nome dos seus antecessores, este “Os Sete Magníficos” sempre pareceu ter ambições diferentes. E com um elenco de luxo, um realizador talentoso e cenas de ação de arrepiar, podemos considerar que realmente conseguiu um resultado francamente interessante, apesar de apresentar algumas falhas.

Assim, logo à partida é-nos apresentada a permissa do filme: a pequena cidade de Rose Creek é completamente tomada de assalto por um industrialista, Borgue (interpretado por Peter Sarsgaard), que mata vários habitantes e queima a igreja a local. Emma Cullen (Halley Bennett), mulher de um dos homens assassinados, parte em busca de alguém que a possa ajudar a fazer justiça, contratando para o serviço Sam Chilsom (Denzel Washington), que junta um grupo de homens capazes de defrontar Borgue e o seu exército, e deste modo, restituir a liberdade a Rose Creek. Estamos, deste modo, perante um western de vigança à moda antiga.

Algo que importa referir sobre “Os Sete Magníficos” é que o filme é uma viagem de adrenalina constante, que apenas abranda para nos dar a conhecer as suas personagens. Os momentos de reunião do grupo servem apenas de construção para as prometidas cenas de ação, e quando estas chegam não desapontam. Estas são violentas, rápidas, e estilizadas, tal como seria de desejar num western moderno. De facto, a carnificina dos últimos 20 minutos é capaz de envergonhar as cenas de destruição de quase todos os blockbusters do verão que já acabou.

A propósito, “Os Sete Magníficos” é um filme que talvez tivesse feito falta na época de blockbusters. É pena que apenas em Setembro tenhamos direito a um filme de grande orçamento com rostos conhecidos e que, no meio de toda o barulho e dos efeitos, tenha alguma consideração pela inteligência do espetador.

Nota Final: 7/10 (Para quem se estiver a questionar, a nota não foi propositada)

 

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