Tesouros Desconhecidos: Eu, o Earl e a Tal Miúda (Me and Earl and the Dying Girl) – 2015

Esta rubrica tem como objetivo divulgar filmes que merecem a atenção do público, seja pela sua qualidade ou pertinência, e que por qualquer motivo foram fracassos de bilheteira ou foram ignorados pelas audiências em geral.

 

“Eu, o Earl e a tal Miúda” é um filme de 2015 que fez sucesso no festival de Sundance. Se o seu tema parecia indicar um sucesso relativo de bilheteira (como se verificou com “A culpa é das Estrelas”, que fez uns gigantes 307 milhões num orçamento de apenas 12 milhões), algo correu mal, visto que este acabou por fazer apenas uns escassos 9 milhões a nível mundial. Teve também um lançamento bastante discreto em Portugal.

O filme é contado através da perspetiva de Greg (o “eu” do título), um finalista do secundário com problemas de adaptação. Este é obcecado pelos clássicos do cinema mundial, sendo que o seu interesse é partilhado por Earl, um rapaz da sua escola com quem estabelece um forte elo de ligação. Certo dia, os pais de Greg dão-lhe a notícia de que uma rapariga da escola, Rachel, foi diagnosticada com leucemia. Greg é, deste modo, persuadido a visitá-la para tentar animá-la, sendo que a partir daqui se estabelece uma relação curiosa entre os dois, que não pretendo estragar aos potenciais interessados em ver o filme.

Assim, à primeira vista, pode-se pensar que este é apenas mais um simples filme para adolescentes sobre doenças terminais, mas é muito mais do que isso. Esta é uma história honesta, sobre o quão difícil é lidar com uma doença totalmente destrutiva e que acaba por afetar não só as pessoas que sofrem dela, como também toda a gente que as rodeia. Logo à partida perecebe-se que ao contrário do já citado “A culpa é das estrelas”, este é um filme que não tem medo de mostrar o quão feia esta doença e os seus efeitos.

Outro aspeto que beneficia bastante “Eu, o Earl, e a tal miúda” é o seu sentido de humor. A primeira parte do filme pode ser quase vista como uma comédia, através não só das narrações de Greg, como também por várias cenas extremamente bem escritas que são simplesmente hilariantes. Até metade da obra, poderíamos mesmo pensar que estamos perante uma comédia.

Sem querer estragar o final, acho que este é um filme que toda a gente devia ver. O filme foi um fracasso de bilheteira injusto, que merece, agora, encontrar uma audiência.

Por isso, façam um favor a vocês mesmos e vejam-mo.

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